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"Quer dançar comigo numa dessas noites solitárias?"

Não, ele não dançava. Já ela, minha nossa!

Mas o primeiro sinal veio dele. Loooonge, lá do outro lado do salão, ele viu que ela tinha amigos em comum e cumprimentou. Ela respondeu. Vieram se movendo, um em direção ao outro. 

À distância, uma "conversa" veio se desenrolando... Ele fazia uma expressão de admiração por um gesto charmoso dela com o copo na mão. Ela ria de uma galhofa dele ao tentar desviar de algumas pessoas ao ritmo da música. Olhares, mímicas e articulações exageradas com as bocas trocaram muitas informações até se encontrarem. Pareceu muito tempo. Comunicou uma vida. Duas vidas, na verdade.

Acabaram de se tocar. A dança começa agora. 

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