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Mostrando postagens de dezembro, 2020

Já disseram que é o preço da pureza

 

Olhos verdes

Olhos verdes, peço perdão. Há algum tempo, você tentou lidar com o meu caos. Você se feriu para me resgatar. Machucado e desorientado, não consegui retribuir o cuidado angelical. Era um momento de acertos e desacertos. Olhos verdes, agradeço, de coração... Você me salvou e me ajudou a seguir em frente. Aprendi a não convidar ninguém a adentrar quando a bagunça emocional predomina. Percebi as vantagens do simples-transparente sobre o complexo-obscuro. Descobri que pessoas doces existem e nada cobram pela doçura.  Olhos verdes, tudo de bom! Seja feliz. Respire e mantenha a paz que encontrou. Receba o carinho e a dedicação que você merece. Muita pizza, muita vida, muitos vivas! Raio de sol, ajude aquela íris a irradiar esperança e pureza por aí!

Queira bem! Queira seu bem!

  (publicada no meu Facebook em 04/01/2017)

Agora zerou

(contém palavrões) Hoje tive um papo de esquina com a pessoa que mais me machucou na vida. E como foi um papo de esquina, esta bagaça deste texto vai sair bem coloquial, com direito a umas palavras mais cruas (aqui tudo é preparado em fogo brando, mas alguns pratos são servidos malpassados). O miolo da minha história é manjado para caramba, até a Blitz cantou em "Mais uma de amor (geme, geme)". Na prática, não tem graça. Se você tomou um pé na bunda inesperado de alguém importante, certamente já ampliou o entendimento da palavra luto. Inesperado é pouco... Foi como manobrar com entusiasmo uma vida do tamanho de um transatlântico em direção à pessoa e ela desistir repentinamente do embarque. Foi passar meses doloridos apostando que ela embarcaria, sem qualquer motivo. Foi um coito interrompido à distância. Sem a decência de uma conversa final, um velório digno para uma relação digna. Levei um tempo para entender qual foi a minha cagada. Que também é clássica: apaixonar-se pelo...

Texto e música

Leio outros livros, outros textos, em outros momentos. Você sempre ouve outros álbuns, outras canções. Consegui ler suas entrelinhas sem julgamentos. Tente ouvir meus silêncios sem suposições...

Requentando - 05

 A MÃE E O PAI DO ENZO (texto de 16/12/2017) Trabalhar atendendo pessoas é incrível. Vidas compartilhadas, histórias alegres e tristes, algumas lições para aprender. Às vezes, para aprender e jamais esquecer. Mês de outubro, fim de expediente, nenhum movimento na papelaria. Mergulhado em minhas tristezas particulares, vejo o casal entrando. Rapaz novo, moça novíssima. Tímidos, quase apagados. Queriam imprimir currículos.  Enquanto a impressora trabalhava, o marido começou a conversar. Pediu dicas de lugares para procurar emprego. Não conheciam muita coisa por aqui, vinham de outro Estado. Estavam na casa da mãe da moça, dando um tempo longe da própria casa, buscando uma melhora. Perderam um filho de seis meses neste ano, por complicações respiratórias. Pergunto o nome do menino. Enzo, o mesmo menino da foto que estampava o WhatsApp de onde me enviaram os currículos. Entendi. Não estavam tímidos. Estavam com os corpos funcionando no piloto automático, enquanto as mentes e os es...

"Sinal" da esquina