(texto de 26/04/2019)
Desconsidere o que andei falando. Há sensatez no seu desencanto.
Sabe o que é? Vez ou outra, um otimismo bobo aparece pelo caminho.
Você deve ter razão. A distância talvez predomine. O interesse talvez seja superficial. A humanidade talvez sobreviva de aparências e autoengano.
Não quero esta responsabilidade. Não serei aquele que traz uma vela acesa para ferir os olhos de quem se acostumou à penumbra. Não é certo oferecer minha pouca água para quem já domou uma sede monumental.
Há esperança aqui dentro. Serei prudente: não permitirei que ela tome o maldito caminho da boca e tinja de verde o mundo cinza.
Deve ser só uma fase. Deve passar.
Guardarei a água. Esconderei a vela.
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