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Tragicomédia onírica

Que coisa, sonhei com alguém. Que coisa, não foi nada bom...

Não sei como as coisas começaram, de repente estávamos num ambiente externo. Não, não estávamos mais, estávamos num quarto, numa cama. Eu sem camisa, de calça jeans e me sentindo suado, ela de moletom. Não, agora ela estava nua.

Quando eu comecei a utilizar minha boca, a parede atrás de mim veio tombando em direção a nós. Assustado, pulei e consegui segurar a parede intacta (a superforça dos sonhos). Ela delicadamente sussurrou em meu ouvido que, enquanto eu resolvia o problema, ela ia... ah, não... ela ia... fazer o número dois (aqui a delicadeza é minha, expandi para uma expressão de quatro palavras aquilo que ouvi em cinco letras). Pô, eu realmente precisava dessa informação?

Fiquei tentando encaixar a parede na direção da viga. Não, não era uma parede, era uma estrutura menor de tijolos. Não, era uma placa de madeira, cada vez menor, não, era uma porta, caramba... Agora o casal do quarto ao lado está me vendo aqui, só de calça jeans, não, putz, estou pelado, tentando segurar ao mesmo tempo a parede-estrutura-placa-porta e um lençol... E o casal, vestido com roupas antiquadas, ele calvo e com bigode, ela de cabelo curto, esse casal "coxinha" vem jogar conversa fora comigo, tentando aliviar meu constrangimento.

Acordei perplexo. Precisei acender um cigarro. Onze minutos a menos de vida para lidar com essa bizarrice. Mas tô rindo demais...

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