Pedro Mariano chega todo romântico, dizendo que "simplesmente posso esperar aqui por você uma eternidade, uma tarde inteira". Já os Paralamas meio que me incomodam, lembrando que "não pedi que ela ficasse, ela sabe que na volta ainda vou estar aqui".
Eu sempre fui a minha melhor companhia. É ótimo estar comigo e escutar as músicas que só eu escuto. Fazer (ou não) as coisas que só eu faço. Sair por aí sem rumo e ver o que acontece - e, ora vejam, acontece. O problema é que uma atualização recente do software afetivo introduziu um bug no meu modo eremita...
Faz falta um café acompanhado. Uma conversa na praça. Uma saída para comprar roupas. Coisas leves que até parecem, mas não são simples. E, com o perdão do Pedro e dos Paralamas, nada disso tem o compromisso de esperas eternas ou romances ideais. Por sorte, enquanto uma nova atualização não acontece, um bug geralmente tem um workaround - a popular "gambiarra". E o modo eremita segue no controle.
"Infelizmente nem tudo é exatamente como a gente quer", já avisava Guilherme Arantes suavemente. Em complemento a este aviso, sigo dando ouvidos aos Titãs, acreditando que "o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído".
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