Foi muito bom voltar a fazer longas caminhadas. Respirar, cansar, suar. Botar para escorrer as toxinas físicas e mentais. Fora que o corpo faz um drinque delicioso de endorfina e serotonina durante o exercício, dá uma "brisa" sensacional...
Incomoda por me fazer lamentar a nossa falta de cuidado com animais soltos, pessoas com deficiências, crianças, ou apenas distraídos. Com o outro, enfim.
Incomoda por ser uma metáfora com nossos sentimentos quebrados. Estilhaçamos por dentro e sujeitamos quem cruza nosso caminho a ferimentos às vezes evitáveis, injustos.
Incomoda por eu nunca saber o que fazer com os meus cacos, concretos e metafóricos. Na despensa de minha casa, há uma caixa cheia de pedaços de lâmpadas, copos, potes de compota, garrafas e outros. Aqui dentro de mim, cacos diversos, de diferentes épocas, com diferentes graus de risco, estrategicamente mal equilibrados. Pelo menos para estes, tenho contado com a habilidosa ajuda da psicóloga para localizar, categorizar e dar a devida destinação.
E sigamos a caminhada, prestando atenção em onde pisamos.
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