Não tem interrogação, por ser uma afirmação.
Errei quando não disse "não". Quando a busca pela gentileza suplantou o incômodo. Quando me achei merecedor de crédito apenas por agir corretamente. Quando os ombros pesaram e insisti em aguentar. Quando permiti que a expectativa de um bom entendimento violentasse meus valores (nada a ver com falso moralismo, que fique claro). Quando me importei demais com quem não queria entender. Quando aceitei ciclos intermináveis de incompreensão drenando minha energia. Quando o medo do julgamento bloqueou uma resposta à altura. Quando me considerei mais importante e necessário do que eu era.
Errei, tentando acertar.
E as pessoas com quem errei, concordam com isso? No momento, não é este o ponto. Qualquer chance de perdão alheio é menos necessária que a assimilação e o perdão do cara do espelho.
Perdão, cara do espelho!
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