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Um dia para extrañar

Aquele foi um dia para extrañar.  Naquele dia...

A atleta se empanturrou.

O poeta silenciou.

O sacerdote jogou videogame.

A baladeira chorou.

A Renata escreveu uma carta muito séria.

O Osvaldo só "zoou".

A professora desafinou no karaokê.

O personal trainer bebeu até dormir.

O menino se encantou com o sistema hexadecimal.

A senhora completou um álbum de figurinhas aleatórias.

O cara da padaria fechou mais cedo.

E a mulher do centro comprou uma bota de borracha.

Tudo graças a um falso cognato.

Porque "extrañar" também é "sentir falta de".

Naquele dia, sentiram falta de ser quem nunca foram. 

Ou ser quem sempre foram. 

Ou ser quem nunca se deram a enxergar!

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