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Sorry




É um pouco desgastante quando os dias parecem um contínuo pedido de desculpas...

A atitude mal interpretada, a resposta mal ouvida, a mensagem mal discernida, a ação mal posicionada no tempo...

Soa bonito e grandioso dizer que não há arrependimento, que não dava para adivinhar, que o negócio é seguir em frente com a cabeça erguida.

Mas é compreensível - às vezes, até corajoso - assumir o desconforto, pedir desculpas e seguir em frente com a cabeça baixa. Faz parte do processo.

Este é o momento de retomar o espaço que é só seu, dentro dos limites que ninguém deve ultrapassar, onde suas decisões são soberanas. Aqui dentro, você pode lidar com a sua própria ética - sem a conotação fantasiosa e hipócrita que a palavra pode ter. E se essa ética lhe diz que o melhor caminho é o mais pedregoso e cansativo, não há por que aceitar com remorso os atalhos confortáveis que se apresentam.

Passado o processo, é seguir em frente com a cabeça... no lugar.

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