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Como uma onda



Caramba, setembro de novo. O tempo passou muito rápido. Ainda assim, este período pareceu um arquivo compactado, contendo vários anos...

Por algum tempo, tive saudade da sensação do último setembro. Havia promessa, entusiasmo, sentimento de plenitude. Mas havia muita ilusão. Óculos de realidade virtual corrigindo imperfeições. Superpoderes de videogame. Soluções acadêmicas, duráveis dentro de um ambiente controlado, voláteis no mundo real.

Outubro trouxe o tropeço. Algum tempo depois, fui também causa de tropeço. Lições aprendidas, vida que segue. Não faz sentido ter saudade de miragens. Não faz sentido ser miragem para outros.

Neste momento, outros problemas demandam minha atenção. Falta um pouco de sonho e sobra realidade. Queria acreditar em ciclos. Queria que este setembro fosse a despedida de um aprendizado. Que o próximo outubro trouxesse novas cores, cheiro bom de terra molhada depois da chuva.

Não acredito em ciclos... Mas tenho certeza sobre fluxos. E o fluxo é esse: o presente tem que se tornar passado para que o futuro se torne presente, deixando de ser mistério.

Bora lá, setembro!

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