Às vezes, simplesmente não é justo...
Lá está o problema. Ele já existia antes. Você já foi a solução em outros tempos - ou tentou ser. Alguns pensam que está tudo resolvido. Muitos nem o enxergam. Quem enxerga, vê apenas uma parte. Alguns tentam genuinamente ajudar. Às vezes conseguem, às vezes não.
Sobrou para você. Logo você, que lutou tanto tempo contra aquilo, que fez tudo o que podia e o que não podia, que quis abrir mão desta batalha para cuidar de outras coisas, que passou o bastão para quem parecia capaz de seguir no revezamento. Enfim, não deu certo. O problema continua ali, metamorfoseado, talvez menor, ou talvez criando desdobramentos, chegando aonde não deveria chegar. Como lidar com isso?
Pois é... É hora de sorrir com desânimo, levantar devagar e, calmamente, fazer o que você puder. Não, não é justo, porém... é necessário.
E, se serve de consolo... É digno. É nobre. É uma declaração inaudível de que você é a pessoa indicada para o "trabalho". E com vantagens: você mudou, já conhece os obstáculos, as armadilhas, os sinais de alerta, os momentos de agir ou de esperar. Tem pós-graduação no assunto, enxerga as complexidades que os outros minimizam, enxerga as simplificações que os outros problematizam.
Não é justo. Raramente é. Mas você já percebeu: em alguns jogos, a justiça tem que ficar no banco de reservas, enquanto a urgência, a solidariedade e a integridade estiverem em campo.
Lá está o problema. Ele já existia antes. Você já foi a solução em outros tempos - ou tentou ser. Alguns pensam que está tudo resolvido. Muitos nem o enxergam. Quem enxerga, vê apenas uma parte. Alguns tentam genuinamente ajudar. Às vezes conseguem, às vezes não.
Sobrou para você. Logo você, que lutou tanto tempo contra aquilo, que fez tudo o que podia e o que não podia, que quis abrir mão desta batalha para cuidar de outras coisas, que passou o bastão para quem parecia capaz de seguir no revezamento. Enfim, não deu certo. O problema continua ali, metamorfoseado, talvez menor, ou talvez criando desdobramentos, chegando aonde não deveria chegar. Como lidar com isso?
Pois é... É hora de sorrir com desânimo, levantar devagar e, calmamente, fazer o que você puder. Não, não é justo, porém... é necessário.
E, se serve de consolo... É digno. É nobre. É uma declaração inaudível de que você é a pessoa indicada para o "trabalho". E com vantagens: você mudou, já conhece os obstáculos, as armadilhas, os sinais de alerta, os momentos de agir ou de esperar. Tem pós-graduação no assunto, enxerga as complexidades que os outros minimizam, enxerga as simplificações que os outros problematizam.
Não é justo. Raramente é. Mas você já percebeu: em alguns jogos, a justiça tem que ficar no banco de reservas, enquanto a urgência, a solidariedade e a integridade estiverem em campo.
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