Pular para o conteúdo principal

Oi!

Puxa uma cadeira, senta aí!

Bom te receber aqui... Eu sei, escrever num blog em 2018 é anacrônico, é esquisito, é sem sentido... é a minha cara.

Sei lá, ando um pouco saturado das redes sociais. Tem cara de franquia de fast-food: uma imensa vitrine que tenta acentuar os sabores, anestesiar os paladares e viciar o consumidor, em busca da melhor avaliação possível - apenas por poucos minutos, para dar lugar rapidamente a outras vitrines e outras avaliações.

Vou experimentar um esquema mais artesanal. Vai ser tipo a cozinha de um parente, de um grande amigo. Não tem especialista aqui, o "rango" é simples. Não tem hora para ficar pronto. Pode ser coisa requentada (tipo uns textos lá do Face). Está sujeito ao acréscimo de correções de tempero depois de pronto (e esta frase foi um exemplo) Não tem a pretensão de ser alcançado por uma vasta clientela. Sempre será feito com carinho. E será um prazer se alguém me der a honra de se servir com uma porçãozinha.

Logo mais, tem coisa na mesa. Abraço!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Olhos verdes

Olhos verdes, peço perdão. Há algum tempo, você tentou lidar com o meu caos. Você se feriu para me resgatar. Machucado e desorientado, não consegui retribuir o cuidado angelical. Era um momento de acertos e desacertos. Olhos verdes, agradeço, de coração... Você me salvou e me ajudou a seguir em frente. Aprendi a não convidar ninguém a adentrar quando a bagunça emocional predomina. Percebi as vantagens do simples-transparente sobre o complexo-obscuro. Descobri que pessoas doces existem e nada cobram pela doçura.  Olhos verdes, tudo de bom! Seja feliz. Respire e mantenha a paz que encontrou. Receba o carinho e a dedicação que você merece. Muita pizza, muita vida, muitos vivas! Raio de sol, ajude aquela íris a irradiar esperança e pureza por aí!

Bolo de cenoura

Naquela tarde, ela fechou o salão mais cedo, conforme planejado. Recusara todos os agendamentos. As unhas das clientes teriam que ceder lugar a um ritual necessário. A caminho da cozinha, relembrou com detalhes a conversa sobre o bolo preferido dele, bolo de cenoura. O término repentino do curto relacionamento não permitiu que o fizesse antes. Precisava fazer agora.  Nas anotações, a combinação das três melhores receitas que conhecia. Na geladeira, a fôrma previamente untada e enfarinhada, para desenformar melhor. Na mesa, as cenouras bem escolhidas, nem muito duras, nem muito moles. Chocolate de boa qualidade para a cobertura, colher de pau para um melhor preparo, forno aquecido na temperatura adequada. Iniciou a cerimônia. Sim, o que estava acontecendo ali não era a simples feitura de um bolo. Era parte da entrega de todo amor e carinho que ela iria dedicar àquele que, sem o menor cuidado, mandou uma mensagem terminando tudo. As palavras presas na garganta, a dor pela falta de um...

O fogo (brando) não apagou

É porque tem tudo isso, às vezes...  Panelas precisando lavar.  Ingredientes faltando.  Vontade de preparar pratos diferentes. Falta de vontade de cozinhar mecanicamente. Reformas na cozinha. Mas o fogo brando continua, suave e constante. E a saudade de jogar conversa fora ao lado do fogão, também!