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Requentando - 03

(publicado originalmente no Facebook em 11/07/2016)

Ontem, eu dei o melhor abraço da minha vida.

Não sei explicar, eu já sabia que ia acontecer. Não foi um abraço romântico. Não foi festivo. Nem foi um abraço feliz. Eu estava abraçando uma moça que acabava de perder o marido para uma grave doença.

Foi um abraço demorado, mas que podia durar pelo resto da vida. Trocamos pouquíssimas palavras, mas nenhuma palavra era necessária. Não consegui acabar com a dor da moça (quem me dera!), mas me senti importante dentro da minha impotência. Em seu sofrimento, ela me deu a honra de fazer tudo que eu podia (ou seja, quase nada) para aliviar a sua carga.

Antes e depois do meu, outros amigos e familiares deram os seus abraços. Tão ou mais demorados que o meu. Tão ou mais importantes que o meu. Espero que todos eles tenham sentido o que eu senti.

Minha para-sempre-cunhada, hoje eu não estou aqui para escrever o óbvio (que você sempre pode contar comigo e tal). Hoje, eu quero te agradecer. Obrigado por me deixar subir contigo para nos aproximarmos de Deus durante aquele longo, dolorido, suave e inesquecível abraço!

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